Mais recursos para quem protege sistemas
A Anthropic, criadora do Claude, ampliou em 6 de outubro seu programa de acesso a recursos avançados de segurança digital. A iniciativa reúne o Cyber Verification Program e o Project Glasswing, com menos bloqueios para atividades profissionais autorizadas.
Na prática, a diferença aparece em tarefas como analisar programas maliciosos e verificar se uma falha pode ser explorada. A documentação do Claude explica que essas atividades podem ser interrompidas pelas proteções das versões comuns, mesmo quando fazem parte de um trabalho legítimo de defesa.
O que muda para as equipes
O acesso varia conforme a atividade: há uma faixa para defesa e resposta a incidentes, outra para testes autorizados de invasão e uma terceira para organizações que avaliam sistemas críticos, como redes elétricas. Apenas essa última envolve análise conjunta com o governo dos Estados Unidos.
Quem usa as versões comuns continua podendo revisar código, corrigir problemas conhecidos, procurar falhas no próprio código e organizar alertas de segurança. A ampliação atende trabalhos especializados que esbarram nas restrições atuais.
Milhares de falhas encontradas
Segundo a Anthropic, parceiros do Project Glasswing identificaram pelo menos 129 mil vulnerabilidades verificadas entre abril e julho de 2026. O número é informado pela empresa e mede falhas encontradas; não significa que todas já tenham sido corrigidas.
Quem pode participar
A inscrição exige identificação, descrição do trabalho e declaração dos controles de segurança adotados. Organizações fazem um pedido único; seus administradores distribuem o acesso. Pesquisadores independentes podem solicitar a modalidade defensiva, mas precisam de um plano pago e de aprovação.
Mesmo depois do aceite, as regras de uso continuam valendo. A Anthropic pode revisar, restringir ou retirar a autorização. Para uma equipe interessada, o primeiro passo é apresentar sua atividade no portal de verificação e aguardar a avaliação.
